De acordo com o jornalista Cláudio Humberto do site www.claudiohumberto.com.br , a TAM utiliza em seus Airbus A320/319 motores de segunda linha! Se não fosse o bastante afirmar tal absurdo, o jornalista continua: “…turbinas de fabricação isaraelense, mais baratas”. Lógico que tudo isso embasado com o famoso “Fontes da Aeronáutica asseguram”.
Cabe esclarecer que o motor utilizado no PR-MBK, o avião que sofreu o acidente em 17 de julho, utiliza o IAE (International Aero Engines) V2500, assim como a maior parte dos modelos A320 e A319 da TAM. O V2500 também é homologado para os McDonnell Douglas MD90.
A IAE é formada por um consórcio internacional liderado por cinco grandes empresas do setor: Pratt & Whitney (responsável pela câmara de combustão e turbina de alta), Rolls-Royce (compressor de alta); Japanese Aero Engines Corporation (fan e compressores intermediários) e MTU Aero Engines (turbina da baixa). Não é difícil constatar que os cinco maiores sócios são empresas mundialmente reconhecidas pela excelência de seus produtos e que nenhuma tem sede em Israel. O nobre jornalista deve ter confundido a IAE com a IAI (Israel Aerospace Industries), que jamais produziu um motor para a família Airbus. A propósito a sede da IAE fica em Connecticut nos Estados Unidos.
Como o jornalista Cláudio Humberto não acreditou na nota da TAM esclarecendo sobre os motores IAE, afirmando: “(a TAM) Não mencionou qualquer empresa efetrivamente de ponta, na aviação comercial dos Estados Unidos ou Europa”. Nós listamos algumas: British Airways, British Midland, Lufthansa, United Airlines, U.S. Airways, Air New Zealand, Japan Airlines (JAL), All Nippon Airways (ANA), South African Airways, entre muitas outras. Talvez a tal fonte do jornalista tenha esquecido de citar que o VC-1A, o famoso Airbus ACJ da FAB, também utiliza o IAE V2500.