BRA enfrenta problemas financeiros

A BRA que desde que era uma empresa charter enfrentava problemas ao não respeitar direitos do consumidor e trabalhistas, agora esta diante de um novo e problemático impasse. A empresa esta sem dinheiro para pagar fornecedores, necessitando de aproximadamente US$ 30 milhões em curtíssimo prazo para voltar a operar no azul. Ainda que o montante seja relativamente baixo, especialmente no setor de transporte aéreo, não parece ser fácil de ser obtido neste momento. Enquanto busca um novo aporte, a empresa que detém 4,6% de participação nos vôos domésticos, apresentou a nova malha a ANAC, com algumas reduções que devem comprometer sua participação no mercado. A redução na malha é em virtude da atual frota em operação, limitada em apenas cinco aviões, já que outros cinco estão parados por falta de manutenção. De acordo com investidores, o maior problema da BRA é seu maior acionista, o ex-presidente Humberto Folegatti, que teve saída confirmada dia 31 de outubro. Folegatti é acusado de ser um empecilho na reestuturação da empresa, onde mantinha um controle totalitário, não aceitando maiores mudanças. No final do ano passado, a Brazil Air Partners, que tem sócios como a Gávea, administradora de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, entre outros fundos de investimento, anunciou a compra de parte da BRA. A dos novos sócios era vista como o início de uma gestão profissional, porém enfrentou sérias dificuldades ao lidar com Folegatti, que levou a empresa a atual situação. Alguns bancos que haviam prometido o aporte de capital voltaram atrás, deixando ainda mais critica a situação da BRA.
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