Ao que tudo indica o maior pesadelo dos executivos da indústria aeronáutica esta prestes a começar. A China lançará em março do próximo ano uma nova fabricante de aviões que deverá produzir aviões com capacidade superior a 150 assentos. Competindo diretamente com os produtos da Airbus e Boeing, tanto no mercado interno chinês quanto internacional.
A empresa será um consórcio formado pelas duas maiores fabricantes aeronáuticas da China, a AVIC I e AVIC II (China Aviation Industry Corp I e II). Segundo Liang Zhenhe, vice-presidente da AVIC II, em entrevista concedida ao jornal China Daily, a nova industria será instalada em Shanghai, que será responsável pela maior parte da produção dos novos aviões. A previsão é que o primeiro avião de grande capacidade esteja disponível em 2020.
Estima-se que o mercado de aviação chinês se converterá no segundo maior do mundo já na próxima década, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Visando evitar uma dependência de material estrangeiro o governo chinês pretende investir maciçamente na industria local. Ao mesmo tempo em que evita a dependência das indústrias externas, a China visa obter o mercado internacional, em especial o asiático onde muitas empresas ainda operam aviões de origem soviética. Porém, conhecendo as ambições chinesas, é difícil imaginar que os principais líderes do país não pensem em entrar em curto prazo no mercado dominado pelas empresas ocidentais. Caso consiga oferecer produtos de qualidade similar ou superior aos da Airbus e Boeing, com preço mais baixo, é de supor que em um futuro próximo, a referencia da aviação comercial seja chinesa.
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