Grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Defesa e SAC estuda melhorias na aviação civil

Um grupo de trabalho coordenado pela SAC (Secretaria de Aviação Civil) do Ministério da Defesa, e por técnicos da Infraero, do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) inicia esta semana novos estudos para a adoção de medidas adicionais que aumentem a racionalidade no uso da infra-estrutura do setor da aviação civil. O grupo, criado pela portaria nº 17/2008, do ministério da Defesa, publicada no Diário Oficial da União em 8 de janeiro, tem por denominação “Otimização do Uso do Espaço Aéreo e da Infra-estrutura Aeroportuária-Análise de Capacidade (GTAC).

De acordo com a SAC, o grupo tem caráter estritamente operacional e terá como uma das principais tarefas realizar estudos e simulações sobre os impactos de obras e medidas administrativas que estejam sendo propostas para o setor. Os estudos tanto poderão servir para decisões sobre obras, como eventualmente para a elaboração de resoluções do CONAC (Conselho de Aviação Civil).

Um dos principais instrumentos a ser usado nos estudos será um programa de computador especializado em simulações, que está em processo de aquisição por parte do DECEA. Um exemplo concreto de ajuda que será dada pelo grupo, é o cálculo de ganhos que possam ser obtidos em um determinado aeroporto com mudanças nas pistas de taxi.

Uma das determinações do ministro da Defesa, Nelson Jobim, aos técnicos do setor, é de que as decisões sejam tomadas de forma integrada entre todos os órgãos, para evitar incompatibilidades verificadas no passado. Em muitos aeroportos, por exemplo, não há coerência entre as capacidades de tráfego aéreo, de pistas e pátios e dos terminais. Às vezes há sobra de capacidade em uma área e escassez em outra.

O DECEA também recebeu do CONAC (Resolução nº 26/2007, de dezembro) a incumbência de comparar os principais aeroportos de São Paulo (SP) com os principais aeroportos ingleses, americanos, franceses e alemães, para identificar eventuais melhorias que possam ser utilizadas no Brasil.

Segundo nota oficial, a preocupação do governo com essas medidas é, além de reduzir os problemas que ainda existem no setor, preparar-se para o aumento de demanda que deverá continuar ocorrendo de forma acelerada em toda a aviação mundial.

Nota do Editor: Considerando todas as medidas adotadas pelo Ministro Jobim até o momento, é desanimador imaginar qual será o fim desses trabalhos.
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