O renomado e genial escritor de ficção científica Arthur Charles Clarke, morreu na noite desta terça-feira, aos 90 anos, em sua casa no Sri Lanka. Autor de mais de uma centena de obras de ficção, entre elas a saga 2001: Uma Odisséia no Espaço, cuja adaptação, feita em 1968, para o cinema em parceria com Stanley Kubrick é considera uma das maiores obras do cinema mundial. Em 1945, logo após a Segunda Guerra, Clarke já falava sobre comunicação via satélite em massa, décadas antes de ela se tornar realidade. Tanto que as órbitas geosincrônicas, que mantêm os satélites em posição estacionária em relação à Terra, são chamadas órbitas Clarke. Durante a chegada do homem a Lua, em 1969, o escritor participou do programa do jornalista Walter Cronkite como comentarista. O famoso autor ainda que norte-americano, vivia em Colombo desde 1956, se tornando o estrangeiro mais famoso e querido do Sri Lanka. Clarke sofria de problemas respiratórios e lutava contra a síndrome de pós-pólio desde 1960. Ainda que dono de milhares de idéias futuristas para o século XXI, costumava brincar que não se imaginava vivo em 2001.
Dezenas de críticos questionam suas obras por ter heróis simples, sem ambições, relacionamento, sendo apenas pessoas comuns, ao contrário de suas máquinas futuristas que eram bem elaboradas e complexas, como o computador HAL 9000.
O autor formulou três leis que tratam da relação entre o homem e a tecnologia, são elas:
* Quando um renomado e experiente cientista diz que algo é possível, ele provavelmente esta certo. Quando ele diz que algo é impossível, muito provavelmente está errado.
* O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se através do impossível.
* Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível mágica.
Que o mestre da ficção faça uma boa viagem na sua nova jornada.
http://www.aironline.com.br