Em relatório enviado em março a ICAO (International Civil Aviation Organization), o Comando da Aeronáutica admitira que a deficiência dos controladores no idioma inglês era um fator contribuinte para incidentes aéreos. O relatório foi endossado nesta semana pelo diretor-geral do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, que admitiu que ocorreram, entre 2003 e 2007, dez incidentes aéreos devido à falta de conhecimento do idioma inglês. O que pode gerar um incidente a cada seis meses provocado pela falha na comunicação dos controladores de vôo com pilotos estrangeiros. Contudo, o risco é considerado muito baixo, com probabilidade média de 0,0002% , que mesmo sendo ínfimo, é uma ameaça para o transporte aéreo.
O Brigadeiro afirmou que o DECEA está tomando todas as medidas necessárias para se adequar às exigências da ICAO. Até 2011, todos os controladores brasileiros que operam no tráfego aéreo internacional deverão ter um nível de inglês 4, onde além de manterem a fonia padrão com pilotos em inglês, os controladores tem capacidade para se comunicar sem utilizar somente o nível técnico em casos de incidentes. E a partir de setembro, deste ano, uma das medidas para assegurar a melhora na comunicação entre os centros de controle e os aviões estrangeiros, será exigir o nível de proficiência na carteira profissional de cada militar.
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