Não é nenhuma novidade que o Brasil não tem condições aeroportuárias para abrigar a Copa do Mundo de 2014, que deve movimentar 500 mil turistas estrangeiros pelo país. Porém, a ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), realizou um alerta para a situação na última semana. É previsto que a maioria dos turistas deverão se locomover entre seis e quatorze vezes entre as cidades sedes do mundial, sendo a maioria por via aérea. Como, no Brasil, o movimento atual nos aeroportos gira em torno de quatro milhões de embarques por mês, se forem adicionados nesse número os 5 milhões de embarques previstos para os turistas estrangeiros na época da Copa, e mais os próprios brasileiros que devem peregrinar pelas sedes da competição pelo País afora, esse índice de viajantes de avião deve ser, no mínimo, multiplicado por 3.
Como aconteceu em agosto de 2006, quando a ABAG alertara o mercado para a necessidade de construção de um terceiro aeroporto na Região Metropolitana de São Paulo, a ABAG faz um novo alerta: já se faz necessário buscar soluções urgentes para os gargalos do setor, como os saturados aeroportos de São Paulo e a operação de diversos outros aeroportos no limite de sua capacidade.
A necessidade de infra-estrutura para a Copa de 2014 será um dos temas tratados nas conferências da Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), assim como o impacto do aquecimento global nas operações aéreas (as mudanças climáticas estão cada vez mais imprevisíveis, inclusive no Brasil, demandando procedimentos especiais para garantir os mesmos níveis de segurança) e o intenso tráfego aéreo de helicópteros sobre a cidade de São Paulo.
Como nota: Além de aeroportos, o Brasil deverá contar com estádios modernos e adequados para receber um evento desse porte. No momento, não temos nem metade do necessário. Seriamos capaz de construir tudo que falta em menos de 6 anos?
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